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Hiperatividade: o que é, sintomas, tipos e como tratar

  • Foto do escritor: Aline D'Avila
    Aline D'Avila
  • 14 de dez. de 2025
  • 4 min de leitura

Você já ouviu alguém dizer que uma criança é “muito agitada” ou que “não para quieta nem por um minuto”? Essa descrição é comum e, muitas vezes, está relacionada à hiperatividade, um comportamento que pode ser apenas uma característica pessoal — mas que também pode indicar algo mais profundo.


A hiperatividade é frequentemente confundida com desobediência, falta de educação ou excesso de energia. Mas, na verdade, trata-se de um padrão de comportamento que merece atenção, principalmente quando interfere na aprendizagem, nas relações sociais ou na rotina familiar.


Se você convive com uma criança (ou adulto) muito inquieto, impulsivo ou que tem dificuldades para se concentrar, continue a leitura. As respostas que você procura podem estar aqui, com informação baseada em evidências e escrita de forma simples e acolhedora.


O que é hiperatividade?


Hiperatividade é um termo usado para descrever um padrão de comportamento caracterizado por agitação constante, impulsividade e dificuldade em manter o foco ou o controle do corpo.


Esse comportamento costuma aparecer ainda na infância e, em muitos casos, é confundido com traços de personalidade ou com falta de disciplina. Mas é importante saber que a hiperatividade pode ter fundamento neurológico, e em alguns casos, está ligada a condições como o TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade).

Segundo o DSM-5 (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais), a hiperatividade é uma das três manifestações principais do TDAH — junto com a desatenção e a impulsividade.

Quais são os sintomas do hiperativo?


Nem toda criança agitada é hiperativa, mas quando a inquietação é constante, desproporcional à idade e interfere nas atividades do dia a dia, pode ser um sinal de alerta.


Sinais comuns de hiperatividade na infância:

  • Não consegue ficar sentada por muito tempo

  • Corre ou sobe em lugares inadequados

  • Fala sem parar ou interrompe os outros com frequência

  • Tem dificuldade em esperar sua vez

  • Toca ou mexe em tudo o que vê

  • Age sem pensar nas consequências

  • Distrai-se facilmente com sons ou movimentos


Esses comportamentos são mais perceptíveis em ambientes escolares ou situações que exigem concentração e controle. Em adultos, a hiperatividade pode se manifestar como agitação mental, impaciência, dificuldade para relaxar ou necessidade constante de fazer algo.

Atenção: a hiperatividade só é considerada um problema quando prejudica a rotina, os relacionamentos ou o desempenho escolar/profissional.

Qual a diferença entre hiperatividade e TDAH?

Muitas pessoas acreditam que hiperatividade e TDAH são a mesma coisa, mas não são. Vamos entender a diferença:

TDAH é um transtorno neurobiológico, diagnosticado por profissionais da saúde, e apresenta três tipos principais:

  1. Predominantemente desatento

  2. Predominantemente hiperativo-impulsivo

  3. Tipo combinado (desatenção + hiperatividade + impulsividade)


Já a hiperatividade pode aparecer sozinha:

  • Como um traço comportamental da criança

  • Como sintoma de outro transtorno (como autismo ou ansiedade)

  • Sem comprometer a atenção ou causar prejuízo funcional


Ou seja, nem toda pessoa hiperativa tem TDAH, mas toda pessoa com TDAH do tipo hiperativo apresenta hiperatividade como um dos sintomas.


O que é ser uma pessoa imperativa?


O termo “pessoa imperativa” não é um diagnóstico clínico, mas é muito usado no dia a dia para se referir a alguém que:


  • É muito ativo ou inquieto

  • Interrompe os outros com frequência

  • Não consegue ficar parado

  • Se irrita facilmente com esperas ou regras


Esse comportamento pode estar relacionado à hiperatividade, mas nem sempre é um problema de saúde. Muitas crianças ou adultos imperativos são apenas mais enérgicos, impulsivos ou têm dificuldade com limites — sem que isso indique um transtorno.


A diferença está no impacto: se o comportamento impede a pessoa de se desenvolver plenamente ou prejudica sua convivência com os outros, é hora de procurar ajuda especializada.


Quais são os tipos de hiperatividade?


A hiperatividade pode se manifestar de formas diferentes, que variam conforme a idade, o ambiente e o temperamento da pessoa.


Os principais tipos de hiperatividade são:


Hiperatividade motora

  • A criança ou adulto está sempre em movimento

  • Balança as pernas, levanta da cadeira, toca objetos o tempo todo

Hiperatividade verbal

  • Fala sem parar

  • Interrompe conversas

  • Dificuldade de esperar sua vez para falar

Hiperatividade impulsiva

  • Age antes de pensar

  • Responde perguntas antes de serem concluídas

  • Faz escolhas arriscadas ou precipitadas


Esses tipos podem ocorrer juntos ou separadamente. Em todos os casos, a observação contínua e o olhar profissional são fundamentais para compreender o que está por trás desse comportamento.


Como é o tratamento da hiperatividade?


O tratamento da hiperatividade varia de acordo com a idade da pessoa, a intensidade dos sintomas e se há ou não diagnóstico de TDAH ou outro transtorno. Nem sempre o tratamento envolve medicação. Na maioria dos casos, o apoio emocional, educacional e terapêutico é suficiente para ajudar a pessoa a desenvolver estratégias de autorregulação.


Abordagens comuns no tratamento da hiperatividade:

  • Ajuda a entender padrões de pensamento e comportamento

  • Ensina estratégias para controle da impulsividade e foco

  • Auxilia no desenvolvimento de rotinas, organização e aprendizagem

  • Muito indicada para crianças em idade escolar

3. Terapia Ocupacional

  • Trabalha coordenação motora e planejamento de ações

  • Ajuda a criança a se adaptar melhor às demandas do dia a dia

4. Acompanhamento médico

  • Em casos diagnosticados de TDAH, pode haver prescrição de medicamentos como metilfenidato (Ritalina, Concerta) ou lisdexanfetamina (Venvanse)

  • O uso de remédios deve sempre ser acompanhado por neurologista ou psiquiatra

5. Orientação para pais e educadores

  • Estabelecimento de rotinas previsíveis

  • Uso de reforço positivo ao invés de punições

  • Criação de um ambiente mais calmo e estruturado

Quanto mais cedo a criança for compreendida e apoiada, maior a chance de desenvolver habilidades emocionais e cognitivas para lidar com a agitação.

Conclusão

A hiperatividade não é apenas uma questão de “falta de limites” ou “energia demais”. É um comportamento que merece ser compreendido com empatia e atenção, pois pode estar associado a questões emocionais, neurológicas ou ambientais.


Ao identificar os sintomas, buscar orientação profissional e aplicar estratégias adequadas, pais, professores e terapeutas podem ajudar a criança ou adulto hiperativo a viver com mais equilíbrio, autoestima e qualidade de vida.


Lembre-se: o objetivo não é “controlar” a pessoa hiperativa, mas ajudá-la a encontrar formas saudáveis de expressar sua energia e desenvolver seu potencial.


 
 
 
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