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6 conselhos sobre como lidar com uma criança hiperativa

  • Foto do escritor: Aline D'Avila
    Aline D'Avila
  • há 1 dia
  • 4 min de leitura

A hiperatividade em crianças muitas vezes associada ao Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é um desafio comum para muitas famílias. Brincadeiras excessivas, dificuldade de manter a atenção, impulsividade e inquietação podem interferir no rendimento escolar, nas relações familiares e no bem-estar da criança.


Mas o que exatamente significa “ser hiperativo”? E como pais e cuidadores podem ajudar sem sobrecarregar ou punir a criança?


Neste guia completo, você encontrará 6 conselhos práticos, embasados em evidências e comportamento humano, para lidar com crianças hiperativas de uma forma acolhedora, estruturada e eficaz.


1. Entenda o que a hiperatividade realmente é

Antes de apontar comportamentos ou tentar “corrigir”, é fundamental compreender o que está acontecendo.


A hiperatividade se manifesta por:

  • Movimento constante

  • Dificuldade de ficar sentado por muito tempo

  • Impulsividade (agir antes de pensar)

  • Agitação motora, mesmo em situações que exigem calma


Ela pode ser parte do TDAH, mas nem toda criança inquieta tem o transtorno. Fatores como ansiedade, insegurança, falta de rotina ou ambientes muito estimulantes também contribuem para o comportamento hiperativo.


Saber distinguir os sinais ajuda a escolher estratégias mais eficazes e evita julgamentos ou punições injustas.


2. Crie rotinas claras e previsíveis

Crianças hiperativas respondem melhor a estruturas estáveis e rotinas previsíveis. Isso porque elas têm mais dificuldade em organizar o tempo e manter foco sem indicações claras do que devem fazer.


O que fazer:

  • Estabelecer horários regulares — de acordar, estudar, brincar e dormir

  • Usar quadros visuais com passos claros (ex.: escovar os dentes → arrumar a mochila → hora da leitura)

  • Preparar a criança para transições (“em 5 minutos vamos trocar de atividade”)


Esses hábitos ajudam a criança a antecipar o que vem a seguir, reduzindo ansiedade e impulsividade.


3. Divida atividades em etapas curtas e interativas

Uma das maiores dificuldades de crianças hiperativas é manter a atenção em tarefas longas e monótonas.


Experimente:

  • Fracionar tarefas em blocos menores

  • Combinar momentos de atividade com pausas curtas (ex.: estudar por 15 minutos → intervalo de 5 minutos)

  • Utilizar lembretes visuais ou timers


Essa técnica não apenas melhora o foco, como também reduz o sentimento de frustração e “não consigo terminar”.


4. Reforce comportamentos positivos com atenção e elogios

Crianças hiperativas geralmente recebem mais críticas do que elogios e isso pode piorar o comportamento.


Ao invés de punir:

  • Reforce imediatamente situações em que a criança se controla

  • Elogie atitudes específicas (“Gostei de como você esperou sua vez para falar”)

  • Ofereça pequenas recompensas sociais (abraço, ponto no quadro de incentivos, leitura extra)


Isso ajuda a fortalecer os comportamentos desejados por meio de associação positiva.


5. Garanta atividades físicas regulares

Movimento importa — e muito! Crianças com hiperatividade tendem a ter excesso de energia que precisa ser canalizado de forma saudável. Atividades físicas ajudam a:


  • Reduzir agitação acumulada

  • Melhorar a capacidade de atenção após o exercício

  • Facilitar a regulação emocional


Recomendações:

  • Caminhadas diárias

  • Brincadeiras ao ar livre

  • Esportes em que a criança goste como natação, futebol, artes marciais ou dança


A ideia não é apenas “cansar a criança”, mas oferecer experiências sensoriais que ajudam o cérebro a organizar sequências e responder de forma mais calma.


6. Observe o contexto — e busque apoio profissional quando necessário

Os conselhos acima são úteis em muitos casos, mas nem sempre resolvem tudo especialmente quando a hiperatividade está associada a um quadro como o TDAH.


Procure avaliação profissional se:

  • A criança demonstra muita impulsividade mesmo em ambientes estruturados

  • Há quedas repetidas na escola ou conflitos frequentes

  • Existem dificuldades claras de organização e memória

  • A agitação impede atividades do dia a dia


Uma avaliação neuropsicológica pode identificar padrões de funcionamento cognitivo e sugerir intervenções personalizadas, como:


  • Estratégias de organização

  • Técnicas de autocontrole

  • Apoio psicopedagógico

  • Psicoterapia ou orientações comportamentais


Esse tipo de acompanhamento é especialmente importante porque:

  • Evita rótulos imprecisos

  • Oferece caminhos concretos de apoio

  • Ajuda a criança a desenvolver autonomia com autoestima


Perguntas frequentes

A criança hiperativa precisa de diagnóstico?

Nem sempre. Nem toda criança inquieta tem TDAH ou outro transtorno. Observação clínica, contexto familiar e escolar são essenciais para orientar quando é necessária uma avaliação formal.


Como falar sobre hiperatividade com a criança?

Use linguagem simples, acolhedora e sem rótulos. Exemplo: “Percebo que você tem muita energia e às vezes isso pode dificultar ficar quieto, vamos achar jeitos que te ajudam a aproveitar sua energia no momento certo?”


O que evitar ao lidar com uma criança hiperativa?

  • Comparar com outras crianças

  • Punições severas

  • Expectativas rígidas sem suporte

Essas atitudes tendem a aumentar ansiedade, frustração e comportamentos desafiadores.


Conclusão


Lidar com uma criança hiperativa é um processo contínuo que exige paciência, estrutura e compreensão do funcionamento cognitivo infantil.


Rotinas previsíveis, reforços positivos, atividades adequadas e intervenções calibradas podem transformar não apenas o comportamento, mas também a autoestima e a qualidade de vida da criança e da família.


Se você sente que seu filho precisa de um olhar mais aprofundado, uma avaliação profissional pode ser um passo decisivo para oferecer suporte individualizado, especialmente se os comportamentos começarem a atrapalhar a rotina familiar ou escolar.

 
 
 

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