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Meu filho tem dificuldade de aprendizagem: o que fazer?

  • Foto do escritor: Aline D'Avila
    Aline D'Avila
  • há 1 dia
  • 3 min de leitura

Se você chegou até aqui preocupado com o desempenho escolar do seu filho, saiba que você não está sozinho, e que buscar informação já é o primeiro passo certo.


Dificuldades de aprendizagem são mais comuns do que a maioria dos pais imagina. Estima-se que entre 15% e 20% das crianças em idade escolar enfrentam algum tipo de desafio para aprender.


Isso não significa que seu filho é menos inteligente ou que não tem futuro brilhante pela frente. Significa que o cérebro dele aprende de um jeito diferente, e que com o suporte certo, ele pode ir muito longe.


Neste texto, vou explicar o que são as dificuldades de aprendizagem, quais os sinais de alerta para ficar de olho e o que você, como pai ou mãe, pode fazer a partir de agora.


O que é dificuldade de aprendizagem, afinal?


Dificuldade de aprendizagem é um termo amplo que descreve desafios específicos que uma criança tem para adquirir habilidades como ler, escrever ou fazer cálculos, mesmo tendo inteligência normal e oportunidade adequada de aprender.


É importante diferenciar: nem toda dificuldade escolar é uma dificuldade de aprendizagem. Uma criança pode ter um desempenho abaixo do esperado por diversos motivos: problemas visuais ou auditivos não diagnosticados, falta de estímulo, questões emocionais ou até mesmo um estilo de ensino que não combina com o jeito dela de aprender.


As dificuldades de aprendizagem mais conhecidas incluem:

  • Dislexia: dificuldade com leitura e decodificação de palavras

  • Discalculia: dificuldade com números e operações matemáticas

  • Disgrafia: dificuldade com escrita manual e organização do texto

  • Transtorno do Processamento Auditivo: dificuldade em entender o que ouve, mesmo com audição normal


Cada uma dessas condições tem características próprias e exige uma abordagem diferente. Por isso, a avaliação profissional é tão importante.


Quais são os sinais de alerta?


Os sinais variam conforme a idade da criança. É fundamental olhar para o contexto geral, um sinal isolado raramente significa algo grave. O que chama atenção é quando vários sinais aparecem juntos e persistem ao longo do tempo.


Na educação infantil (4–6 anos)

  • Dificuldade em aprender músicas, rimas ou letras do alfabeto

  • Demora para aprender os nomes das cores, formas e números

  • Problemas para segurar o lápis e coordenar movimentos finos


No ensino fundamental I (6–10 anos)

  • Leitura muito lenta ou cheia de erros frequentes

  • Dificuldade em lembrar o que leu ou ouviu

  • Inversão de letras e números ao escrever (b/d, p/q, 6/9)

  • Evita tarefas que envolvem ler ou escrever


No ensino fundamental II (11–14 anos)

  • Dificuldade persistente com interpretação de texto

  • Baixa organização para cumprir tarefas e prazos

  • Desempenho muito inconsistente entre as matérias

Se você se identificou com vários desses pontos, vale a pena dar o próximo passo: buscar uma avaliação neuropsicológica.


Por que a avaliação neuropsicológica é fundamental?


A avaliação neuropsicológica é um conjunto de testes aplicados por um profissional especializado que investiga como o cérebro da criança está funcionando em diferentes áreas: memória, atenção, linguagem, raciocínio, velocidade de processamento, entre outras.


Ela é importante por três motivos principais: identificar com precisão o que está acontecendo, descartar outras causas e criar um plano de intervenção personalizado.


Sem esse mapeamento, as intervenções podem não funcionar, porque estaremos tratando o sintoma errado. Com ele, pais, escola e profissionais de saúde podem trabalhar juntos na mesma direção.

O que você pode fazer agora?

Enquanto organiza a avaliação, há coisas práticas que podem ajudar muito:

  1. Converse com a escola: professores são aliados fundamentais. Peça feedback regular sobre como seu filho está indo além das notas.

  2. Evite comparações: cada criança tem seu ritmo. Comparar com irmãos ou colegas pode aumentar a ansiedade e piorar o desempenho.

  3. Leia junto: mesmo que a leitura seja difícil, ler em voz alta para seu filho estimula vocabulário, imaginação e conexão.

  4. Celebre as conquistas pequenas: o processo de aprendizagem é feito de etapas. Reconhecer os avanços constrói autoestima.

  5. Cuide da saúde básica: sono adequado, alimentação equilibrada e tempo para brincar têm impacto direto na cognição.


Quando procurar ajuda profissional?


Não existe um momento "certo" para buscar ajuda, mas quanto antes, melhor. Se as dificuldades persistem por mais de dois ou três meses, se a criança está mostrando sinais de baixa autoestima, ansiedade ou recusa escolar, é hora de consultar um neuropsicólogo.


O diagnóstico precoce não é um rótulo. É uma ferramenta que abre portas, para intervenções mais eficazes, adaptações escolares e muito mais compreensão em casa.


👉Agende uma consulta com a neuropsicóloga Aline D'Avila e dê o primeiro passo para entender melhor o seu filho.


 
 
 

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